Eloy Rodrigues: “Na TICAL, pretendo destacar o papel que os repositórios institucionais podem desempenhar no novo ambiente da ciência"

eloytical2015Diretor dos Serviços de Documentação da Universidade do Minho, o português Eloy Rodrigues será um dos palestrantes internacionais da TICAL2015, que será realizada entre os dias 6 e 8 de julho, em Viña del Mar, no Chile. Nessa entrevista, Rodrigues nos conta um pouco sobre suas expectativas para a Conferência e revela o que de mais importante vai compartilhar com os participantes de TICAL.

Quais são suas expectativas em relação à Conferência e à sua participação nela?

Espero conhecer melhor a realidade das universidades da América Latina, os desafios com que estão confrontadas, as estratégias que estão desenvolvendo para enfrentar esses desafios e, em especial, o papel dos sistemas de informação e das TIC nessas estratégias. Espero também contribuir para que os participantes da TICAL conheçam e reflitam sobre os desafios e as oportunidades que a ciência aberta apresenta para os sistemas de informação universitários.

O que te motivou a cruzar o Atlântico e participar do evento?

Aceitei o convite para participar na TICAL pela vontade de conhecer melhor a realidade das universidades da América Latina, de partilhar com os colegas da região a minha visão sobre o papel dos repositórios institucionais, e a oportunidade que terei de realizar algumas visitas e reuniões adicionais no Chile e no Peru, relacionadas precisamente com os repositórios de acesso aberto.

Como você avalia a importância de eventos como TICAL para o desenvolvimento das TIC e dos profissionais da área?

Eventos como TICAL são sempre uma grande oportunidade para partilhar conhecimentos e experiências, quer através das sessões formais da conferência, quer através dos contatos pessoais durante os intervalos e o programa social. São também uma ocasião favorável não apenas para conhecer novos colegas como também para estabelecer novas colaborações, parcerias e projetos.

Dentro do tema que será tratado por você na Conferência, o que de mais importante gostaria de destacar?

A pesquisa científica é, cada vez mais, uma atividade internacional e global, suportada por infraestruturas de informação (e-infrastructures). Por outro lado, existe uma forte tendência para o compartilhamento e a abertura de seus resultados, que resulta em um crescente reconhecimento de que os grandes investimentos, na maioria públicos, que as nossas sociedades fazem na ciência podem ter um maior impacto se os seus resultados estiverem abertamente disponíveis.

Neste contexto, pretendo sublinhar o papel que os repositórios institucionais podem desempenhar no novo ambiente da ciência digital, global, distribuída e aberta. De fato, os repositórios podem ser a ferramenta essencial para gerenciar os resultados da pesquisa (publicações e dados) produzidos localmente e, simultaneamente, através de adoção de normas de interoperabilidade, participar e contribuir para a rede global de repositórios de acesso aberto. Esta rede, suportada pelas universidades e outros centros de pesquisa em todo o mundo, é uma forma sustentável, equitativa e eficiente para que a comunidade acadêmica e científica garanta a curadoria, a disseminação e a partilha do conhecimento que produz.

É sua primeira vez no Chile? O que você conhece do país e o que pretende fazer em seu tempo livre durante a Conferência?

Sim, esta será a minha primeira visita ao Chile. Espero ter a oportunidade de conhecer um pouco do país depois de terminar a TICAL, pois ficarei mais uns dias na região para algumas visitas e reuniões adicionais, e também para uns dias de férias no final.

 

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